Ao planejar uma configuração de produção de ração para peixes, muitos proprietários de fazendas começam com um cálculo simples:Quanta ração é necessária por dia?Com base nesse número, eles estimam a capacidade necessária da máquina. Essa abordagem é lógica — mas, na prática, ela geralmente conta apenas parte da história.
Em muitos projetos reais, a capacidade que um cliente inicialmente espera e a capacidade finalmente recomendada pela equipe de engenharia não são as mesmas. Essa diferença geralmente vem de como a produção de ração realmente acontece no local, em vez da própria demanda por ração.
A produção de ração não se resume a ligar o moinho de peletes e deixá-lo funcionando continuamente. Um ciclo de produção típico também inclui:
Todas essas etapas levam tempo. Como resultado, o tempo de produção efetivo por dia é geralmente muito menor do que o que é assumido durante o planejamento inicial.
Outro fator que costuma ser subestimado é a mão de obra. Em muitas fazendas, a mão de obra é limitada. Estender as horas de trabalho significa custos de horas extras, enquanto a execução de vários turnos aumenta significativamente as despesas com pessoal. Fins de semana, feriados e cargas de trabalho sazonais influenciam ainda mais como a produção é programada.
Devido a essas restrições, o equipamento raramente opera em seu máximo teórico todos os dias. Essa é uma das principais razões pelas quais um cálculo de capacidade puramente matemático pode não corresponder às condições reais de operação.
Na prática, a capacidade não se trata apenas de atender à demanda média. Ela também fornece um buffer. Uma capacidade um pouco maior permite que a produção de ração seja concluída em janelas de tempo mais curtas, reduzindo a pressão quando os cronogramas são apertados ou quando ocorrem atrasos inesperados. Para as operações da fazenda, essa flexibilidade geralmente se mostra mais valiosa do que minimizar o tamanho da máquina.
É por isso que a “capacidade certa” calculada pelo cliente e a capacidade finalmente sugerida pelo fornecedor podem ser diferentes — ambas são razoáveis, apenas com base em perspectivas diferentes.
A seleção de equipamentos mais eficaz geralmente é feita quando os cálculos da demanda de ração são combinados com uma compreensão da operação diária, disponibilidade de mão de obra e ritmo de produção. Olhar para o quadro completo desde o início ajuda a evitar restrições posteriores e leva a uma produção de ração mais suave e confiável a longo prazo.